here c:


Já é noite, não tão tarde, porém todos recolhem-se para suas casas, acomodando-se em suas camas quentes, para uma noite tranquila de sono, noite que eu não terei igual. Quero ocupar-me até tarde, assistindo filmes, escutando músicas, mesmo lembrando-me de tudo em cada cena, em cada toque e trecho das músicas. Eu esperei uma mensagem aparentemente simples, mas o que é receber uma mensagem de alguém especial dizendo-te coisas que tu queres ouvir? Simplesmente tudo! Mas eu esperei, esperei até de mais e estressei-me com essa espera, e com tudo o que aconteceu. Depois de olhar a cada segundo o celular, taquei-o no chão, atitude revoltada eu tive, mas não controlo-me com essa falta que ele me faz. O celular ficou ali no chão, fui-me fazer o que eu tinha reservado , para que tais problemas não ficassem diretos ali nos meus pensamentos, fazendo-me com que não consiga dormir, então é de grande preferência que eu ocupe minha cabeça nesta noite, noite que obviamente passaria sem dormir de qualquer jeito. Foi ficando tarde(…) Um lado meu, divertiu-se com os filmes, mas outro lado, o qual faz grande parte de mim, não se sentia confortável, não se sentia completo, principalmente pela preocupação com ele(…) Agora sim, já é tarde e eu provavelmente seja uma das únicas acordadas a esta hora, porém um tanto quanto cansada, não só fisicamente, mas estaria prestes a dormir, sem as ligações e as mensagens esperadas, será eu que tinha que ligar ? Isso ficou na minha cabeça, que ele poderia estar fazendo o mesmo que eu: esperando. Imaginei como ele poderia estar se sentindo se estivesse esperando-me procura-lo. Corri para pegar o celular que continuava ao chão, juntei suas partes que estão todas espalhadas, sem saber se o mesmo ainda funcionava. Ele estava perto de uma carta a qual eu estava relendo sentada no canto da parede anteriormente, no início da noite(…) Liguei para o seu celular e estava desligado, deixei recado na caixa postal e não houve retorno, porém não aguentei-me em esperar tanto. Liguei para sua casa, mas chamou tanto e nada de ninguém atender. Fiquei-me com receio de ir a sua casa, assim a esta hora, mesmo não estando muito tarde. Será que devo ir ? Não tinha tempo para pensar. No caminho várias coisas passavam pela minha cabeça(…) E se ele não quiser falar comigo? Se eu estiver enganada? Não sei, mas quero fazer minha parte. Cheguei em sua casa, toquei a campainha, e nada, nada de ninguém me atender , como no telefone. Sentei-me ali em frente a porta de sua casa. - O esperarei aqui. Disse eu, sozinha, sem saber o que fazer, quando começa a chorar e minhas lágrimas começam a cair acompanhando-a. Cruzo meus braços sobre minhas pernas, e deito-me sobre. Meus pensamentos foram tão profundos que mal sentia alguém que estava a me chamar - parecia que eu tinha dormido, tinha passado horas ali sentada - Ainda era “cedo”(…) Eram os pais dele que tinham chegado de um jantar com os amigos. 
- O que fazes aqui? Perguntou sua mãe - Estou esperando-o, liguei e não tive retorno, resolvi vir até aqui. - Mas ele foi atrás de você! - Disse o pai. - Como assim? Atrás de mim aonde? Eu vim de casa e lá ele não chegou! - Falei com ele antes de sair, e ele disse que ia encontrar-te em uma tal de torre, perguntei-o qual, mas não disse-me - Respondeu a mãe. 
Eu sei de qual torre em mencionou, eu sei! - Disse eu saindo dali. Os seus pais gritaram por mim, mas sai correndo, na chuva mesmo, não estava me preocupando com nada, porque agora eu sabia que ele queria o mesmo que eu: Nos entender(…) Cheguei! subi até onde ele poderia estar, se é que ele ainda estava ali. E estava! O vi sentado, em um banco improvisado, bem ali a minha frente, todo molhado da chuva, a qual ainda não tinha parado. Não tive como esconder minha felicidade de vê-lo, o sorriso que espontaneamente saiu no meu rosto. - Vou correndo até ele, enquanto isso ele levanta-se - Desculpas, eu… - ele me interrompe - Eu sabia que você viria - Desculpe-me não fiquei sabendo antes que tu tinhas vindo para cá - Não importa, você veio! -Mas porque não ficaste ali, onde não tinhas como molhar-te? Você pode adoecer! - Porque não foi ali que declarei-me para ti, foi aqui, no banco improvisado - Disse ele.

Thamiris N. 
 em-palavras

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